"Sua primeira obra publicada foi Ensaios, em 1597, dedicada a reflexões sobre moral e política. Em 1602, publicou Temporis partus masculus (O parto masculino do tempo). Nessa obra, ele afirmava que filósofos como Aristóteles e Tomás de Aquino não tiveram o respeito necessário com a natureza, desconsiderando-a de suas reflexões.
Em 1603, Bacon publicou o De interpretatione naturae proemium, no qual ressaltava sua predisposição à reforma da cultura. Sua crítica à cultura e à tradição filosófica foi desenvolvida na obra Of Proficience and Advancement of Learning, Human and Divine (Sobre a dignidade e o progresso do saber humano e divino"), de 1605, e que foi ampliada em 1623, quando analisou a decadência do saber e elaborou uma enciclopédia dividida em História, Poesia e Ciência para que o saber fosse compreendido, respectivamente, em sua relação com a memória, a fantasia e a razão. Assim, sua obra correspondia a todas as formas de conhecer da mente.
Além dessa obra, temos Cogitata et visa (1607-1609), Redargutio philosophiarum (1608), De sapientia veterum (1608), na qual apresenta os princípios de sua filosofia, e a Descriptio globi intellectualis (1612). Foi em 1608 que Bacon iniciou a escrita da sua obra mais conhecida, o Novum Organum, que foi publicada apenas em 1620. O Novum Organum foi pensado como parte integrante de um projeto mais ambicioso, a Instauratio Magna, não realizado, e que seria estruturado da seguinte forma:
1) Divisão das Ciências;
2) Novum Organum ou indícios para a interpretação da natureza;
3) Sentimentos do Universo ou História Natural e Experimental para a Construção da Filosofia;
4) Escala do Intelecto;
5) Pródromos ou antecipações da Filosofia Segunda;
6) Filosofia Segunda ou Ciência Ativa.
Como vimos, o Novum Organum seria a segunda parte desse projeto. A primeira foi a obra De dignitate et augmentis scientiarum, de 1623, a ampliação da versão inglesa de Of Proficience (1605). Em 1622 e 1623, Bacon publicou os dois volumes daquela que seria a terceira parte de seu projeto, a obra Historia naturalis et experimentalis ad condendam philosophiam sive phenomena universi. Em 1624, Bacon revisou o texto de Nova Atlântida, obra na qual afirmou que o conhecimento não deveria ser restrito a poucos." (http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/francis-bacon.htm)
"No que se refere ao "Novum organum", Bacon se preocupou inicialmente com a análise dos fatores (ídolos) que se revelam responsáveis pelos erros cometidos no domínio da ciência. Classificou-os em quatro grupos: 1º) os ídolos da raça; 2º) os ídolos da caverna; 3º) os ídolos da vida pública; 4º) os ídolos da autoridade. Os primeiros correm por conta das deficiências do próprio espírito humano e se revelam pela facilidade com que generalizamos com base nos casos favoráveis, omitindo os desfavoráveis. Os "ídolos da caverna" resultam da própria educação e da pressão dos costumes. Os "ídolos da vida pública" vinculam-se à linguagem e decorrem do mau uso que dela fazemos. Finalmente, os "ídolos da autoridade" decorrem da irrestrita subordinação à autoridade; por exemplo, a de Aristóteles.
O "Novum organum" é a expressão de uma perspectiva que tanto se afasta do empirismo radical quanto do racionalismo exagerado - ambos duramente criticados por Bacon." (http://educacao.uol.com.br/biografias/francis-bacon.htm)



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