quinta-feira, 20 de outubro de 2016

"Não se aprende bem a não ser pela experiência" Francis Bacon



Francis Bacon era empirista propunha o conhecimento baseado na experiência, no saber experimental ou na lógica indutiva.





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VAZ nos coloca que: 


A educação científica e o método científico de Bacon preconizam o trabalho metodológico de registro dos experimentos realizados para aprofundar, ampliar o saber humano e manterem-se no caminho do progresso, e segundo o filósofo: “A nossa disposição é de investigar a possibilidade de realmente estender os limites do poder ou da grandeza do homem e tornar mais sólidos seus fundamentos” (BACON, 2011, p. 138).


Os objetos desta perspectiva pedagógica são os fenômenos da natureza, e assim como no método indutivo científico baconiano, deve encontrar o equilíbrio entre a prática e o conhecimento: “muito se deve esperar da aliança estreita e sólida(ainda não levada a cabo) entre essas duas faculdades, a experimental e a racional” (BACON, 2011, p. 127).


O mérito de Bacon incide, como se pode notar ao longo deste breve trabalho, em suas inovações metodológicas as quais abriram caminhos para a filosofia e ciências modernas; mas também incide, mesmo que de modo indireto, na importante perspectiva de que a educação deve se atrelar ao conhecimento científico, pois este é necessário à formação e independência intelectual humana: “Se os escritos de Bacon não enfatizaram a educação propriamente dita, não há de se negar, todavia, sua contribuição para a formação da consciência crítica do homem” (GALVÃO, 2007, p. 38).


Então, fica evidente a relevância atribuída por Bacon ao estatuto do conhecimento científico como condutor da vida individual e coletiva do homem, o que também se aplica ao meio pedagógico. A educação científica pode, pois, servir como uma das bases sólidas e molas que impulsionam as mudanças no campo do saber, haja vista que é um instrumento facilitador para a (re)construção e para a disseminação do saber científico ao exercer o papel fundamental de colaborar para a eliminação dos ídolos- o que leva à emancipação da mente humana e causa profundos impactos em todos os âmbitos da vida do homem.


VAZ, Michele. Francis Bacon: a ciência, a educação e a teoria dos ídolos. Disponível em:

domingo, 16 de outubro de 2016

Empirismo - Breve resumo



"O empirismo é a posição filosófica que aceita a experiência como base para a análise da natureza, procurando rejeitar as doutrinas dogmáticas. Usado pela primeira vez pela Escola Empírica, uma escola de praticantes da medicina na antiga Grécia, o termo empirismo deriva da palavra grega empeiría (ἐμπειρία), que designa conhecimento ou habilidade obtida por meio da prática, sendo também a origem da palavra "experiência", por intermédio do termo latino "experientia".

Empiristas defendem que o conhecimento é primariamente obtido pela experiência sensorial, alguns empiristas radicais vão além afirmando que o conhecimento só é obtido pela experiência sensorial e por nenhuma outra forma.

A posição empirista é frequentemente contrastada com o racionalismo, que estabelece a razão como origem do conhecimento, independente dos sentidos. O conceito e a busca de evidências como fonte primária de conhecimento existiu durante toda a história da filosofia e ciência, desde a Grécia antiga, mas foi com o surgimento do chamado Empirismo Britânico, no século XVII, que consolidou-se como uma posição filosófica especifica, sendo o filósofo John Locke considerado o fundador do empirismo como tal.(...)"

Vídeos - Um pouco mais sobre Francis Bacon

A reforma do conhecimento é justificada em uma crítica à filosofia grega, Escolástica e renascentista.





"Francis Bacon é britânico, e viveu entre 1561 até 1626, tendo sido em sua vida advogado, diplomata, parlamentar e até chanceler, tendo uma vida recheada de intemperes políticos, com rixas e inclusive uma condenação por suborno que lhe afastou do meio político. Ele é conhecido como o criador de uma tradição chamada empirismo britânico, que defende que ter conhecimento basicamente demanda do modelo experimental."




Teoria Baconiana = Reconfiguração da Ciência Moderna = Método Empírico Indutivo




Francis Bacon: falsos ídolos






Epistemologia III - Ídolos de Bacon - Esse vídeo trata das reflexões filosóficas de Francis Bacon sobre a importância do avanço da ciência para o desenvolvimento da humanidade e para a superação dos preconceitos.




Curiosidades

Francis Bacon's Influence - Francis Bacon is William Shakespeare? Secret Teachings 

Neste documentário " Francis Bacon é William Shakespeare? Ensinamentos secretos",  é discutida a ideia de que Francis Bacon é o autor das obras atribuídas publicamente a William Shakespeare. Essa teoria foi levantada pela primeira vez em meados do século XIX, devido as semelhanças encontradas entre as ideias filosóficas de Bacon e as obras de Shakespeare.

Obs: para mudar a legenda para portugues, basta clicar em configurações; legendas/CC; traduzir automaticamente e selecionar português.

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Sua obra mais famosa , Instauratio Magna Scientiarum , que foi planejado para ter seis capítulos, curiosamente é incompleta , porque só tem dois destes.






Frases e Pensamentos



"A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas."

"A consciência é a estrutura das virtudes."

"A verdade é filha do tempo, não da autoridade."

"Evitar superstições é outra superstição."

"O falar incessantemente por hipérboles só se adapta bem ao amor."

"O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las."

"Todas as cores concordam no escuro."

"É um estranho desejo, desejar o poder e perder a liberdade."

"A esperança é um bom almoço mas um mau jantar."

"O dinheiro é um bom criado, mas um mau senhor."

"Escolher o seu tempo é ganhar tempo."

"Alguns desprezam a riqueza porque desprezam a idéia de enriquecer."

"As casas são construídas para que se viva nelas, não para serem olhadas."

"Um pouco de filosofia leva a mente humana ao ateísmo, mas a profundidade da filosofia leva-a para a religião."

"A sabedoria dos crocodilos consiste em verter lágrimas quando querem devorar."

"O dinheiro é como o adubo, não é bom se não for distribuído."

"Aquele que tem mulher e filhos entregou reféns ao destino; é que eles são um obstáculo aos grandes empreendimentos, quer sejam virtuosos ou mal formados."

"O silêncio é a virtude dos loucos."

"Todo o acesso a uma alta função se serve de uma escada tortuosa."

"O tempo é o maior inovador."

"A prosperidade não está isenta de muitos temores e desprazeres, e a adversidade não está desprovida de conforto e esperança."

"A glória assemelha-se ao mercado: por vezes, quando nos demoramos, os preços baixam."

"Não há nada que faça um homem suspeitar tanto como o fato de saber pouco."

"A leitura traz ao homem plenitude, o discurso segurança e a escrita precisão."

"A discrição é para a alma o que o pudor é para o corpo."

Frases disponíveis em : https://pensador.uol.com.br/autor/francis_bacon/


Imagens: www.google.com.br/imagens/francisbacon


Obras

"Sua primeira obra publicada foi Ensaios, em 1597, dedicada a reflexões sobre moral e política. Em 1602, publicou Temporis partus masculus (O parto masculino do tempo). Nessa obra, ele afirmava que filósofos como Aristóteles e Tomás de Aquino não tiveram o respeito necessário com a natureza, desconsiderando-a de suas reflexões.

Em 1603, Bacon publicou o De interpretatione naturae proemium, no qual ressaltava sua predisposição à reforma da cultura. Sua crítica à cultura e à tradição filosófica foi desenvolvida na obra Of Proficience and Advancement of Learning, Human and Divine (Sobre a dignidade e o progresso do saber humano e divino"), de 1605, e que foi ampliada em 1623, quando analisou a decadência do saber e elaborou uma enciclopédia dividida em História, Poesia e Ciência para que o saber fosse compreendido, respectivamente, em sua relação com a memória, a fantasia e a razão. Assim, sua obra correspondia a todas as formas de conhecer da mente.

Além dessa obra, temos Cogitata et visa (1607-1609), Redargutio philosophiarum (1608), De sapientia veterum (1608), na qual apresenta os princípios de sua filosofia, e a Descriptio globi intellectualis (1612). Foi em 1608 que Bacon iniciou a escrita da sua obra mais conhecida, o Novum Organum, que foi publicada apenas em 1620. O Novum Organum foi pensado como parte integrante de um projeto mais ambicioso, a Instauratio Magna, não realizado, e que seria estruturado da seguinte forma:
1) Divisão das Ciências;
2) Novum Organum ou indícios para a interpretação da natureza;
3) Sentimentos do Universo ou História Natural e Experimental para a Construção da Filosofia;
4) Escala do Intelecto;
5) Pródromos ou antecipações da Filosofia Segunda;
6) Filosofia Segunda ou Ciência Ativa.

Como vimos, o Novum Organum seria a segunda parte desse projeto. A primeira foi a obra De dignitate et augmentis scientiarum, de 1623, a ampliação da versão inglesa de Of Proficience (1605). Em 1622 e 1623, Bacon publicou os dois volumes daquela que seria a terceira parte de seu projeto, a obra Historia naturalis et experimentalis ad condendam philosophiam sive phenomena universi. Em 1624, Bacon revisou o texto de Nova Atlântida, obra na qual afirmou que o conhecimento não deveria ser restrito a poucos." (http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/francis-bacon.htm)



"No que se refere ao "Novum organum", Bacon se preocupou inicialmente com a análise dos fatores (ídolos) que se revelam responsáveis pelos erros cometidos no domínio da ciência. Classificou-os em quatro grupos: 1º) os ídolos da raça; 2º) os ídolos da caverna; 3º) os ídolos da vida pública; 4º) os ídolos da autoridade. Os primeiros correm por conta das deficiências do próprio espírito humano e se revelam pela facilidade com que generalizamos com base nos casos favoráveis, omitindo os desfavoráveis. Os "ídolos da caverna" resultam da própria educação e da pressão dos costumes. Os "ídolos da vida pública" vinculam-se à linguagem e decorrem do mau uso que dela fazemos. Finalmente, os "ídolos da autoridade" decorrem da irrestrita subordinação à autoridade; por exemplo, a de Aristóteles.


O "Novum organum" é a expressão de uma perspectiva que tanto se afasta do empirismo radical quanto do racionalismo exagerado - ambos duramente criticados por Bacon." (http://educacao.uol.com.br/biografias/francis-bacon.htm)


Contribuição para a educação

'"Frederick Eby (1976, p.134), historiador da educação, lembra que “(...) A Nova Atlântida de Bacon, influenciou a fundação da Sociedade Real (1660), as academias científicas e as novas tendências da educação no século XVII”.

O antigo caráter religioso ou metafísico da educação dos indivíduos passou a ser substituído por um caráter concreto, até então desconhecido. A educação como ciência, representava agora um meio em busca de um fim, qual seja, o domínio do homem sobre a natureza.

Como é sabido, não foram de pequena importância as invenções resultantes de descobertas acidentais, tais como a bússola, a pólvora, o telescópio e a imprensa. A pretensão de Bacon estava, justamente, em substituir este acidentalismo por um plano preestabelecido. Seu objetivo foi alcançado. O desejo de Bacon em promover uma reorganização do conhecimento humano - baseando-se não no antigo conhecimento escolástico, mas no novo conhecimento científico - foi algo partilhado por educadores, filósofos e estadistas de seu tempo. “À educação escolar caberia assegurar a disseminação deste novo conhecimento que, devidamente unificado, estaria ao alcance de todas as crianças”, explica Monroe (1978,p.211).

Will Durant (1996, p.135) cita uma passagem de Bacon em que o filósofo parece preocupar-se com o descaso para com a educação de seu tempo:“(...) a erudição das mais antigas e melhores épocas sempre reclamou que os estados se preocupavam demais com as leis e se omitiam demais no que se referia à educação”."

Referência:

GALVÃO,  R. C. S. FRANCIS BACON: TEORIA, MÉTODO E CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO. R. Inter. Interdisc. INTERthesis, Florianópolis, v.4, p. 32- 41, jul./dez. 2007. Obtido via base de dados CREATIVE COMMONS. Disponível em <https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/620/10859> Acesso em out. 2016.


A teoria dos ídolos



"Francis se preocupa também em identificar as formas mais comuns de pensamentos que podem nos levar a falsas verdades, que ele chama de ídolos." (http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=69)






"O método indutivo foi criado por Bacon a fim de combater os erros provocados pelos ídolos, que, dentro de sua filosofia, significavam falsas noções, preconceitos e maus hábitos mentais. Os ídolos podem ser de quatro gêneros: os ídolos da tribo, os ídolos da caverna, os ídolos do foro e os ídolos do teatro.


a) Os ídolos da tribo: Tribo é equivalente à espécie humana, ou seja, os ídolos da tribo são aqueles que criamos por pensar, como pensavam os clássicos e os renascentistas, que a natureza humana era privilegiada e que, a partir do estudo dela, era possível entender o universo. Bacon afirmou, e isso repercutiu em outros pensadores modernos, que a natureza humana era limitada no que se referia ao conhecimento do real. Não há, na natureza humana, nenhuma relação com a “natureza” das coisas. O intelecto humano, ao contrário disso, para Bacon, era como um espelho que reflete as coisas, mas nesse processo de refletir, as coisas são entendidas de forma “distorcida”.


b) Os ídolos da caverna: Se a natureza humana não é garantia de que a partir dela o intelecto humano possa conhecer as coisas tal como são, podemos entender que um dos fatores que dificultam isso é a própria diversidade de características individuais, tanto aquelas que constituem o indivíduo como também aquelas que foram moldadas por influências do meio. Os ídolos da caverna decorrem dessas características que, para Bacon, “perturbam” o espírito humano.


c) Os ídolos do foro: São aqueles que decorrem da linguagem que os humanos estabelecem com os outros, atribuindo nomes a coisas inexistentes ou nomes confusos a coisas que existem. As palavras, desse modo, exercem grande impacto sobre a razão.


d) Os ídolos do teatro: São aqueles derivados de teorias ou reflexões filosóficas que apresentam ideias que não podem ser validadas." (http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/francis-bacon.htm)

Reflexão filosófica, principais conceitos e Pensamentos


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"Sua reflexão filosófica busca um método para o conhecimento da natureza que possa ser definido como científico e que possa ser repetido. Para ele esse método é o indutivo, mas não na forma entendida por Aristóteles como a enumeração simples da observação de diversos casos e da criação de uma regra geral com base nesses casos. Para Aristóteles, por exemplo, se forem observadas diversas araras e todas elas forem vermelhas, podemos chegar à conclusão por indução de que todas as araras são vermelhas. Para Bacon a coleta simples de informações como as das araras podem nos levar ao erro, pois a informação seguinte pode ser o conhecimento de uma arara azul.

Bacon critica duramente muitos filósofos anteriores a ele a quem considera estéreis por suas filosofias não se preocuparem em resolver problemas práticos da vida das pessoas. A filosofia tem o objetivo de oferecer instrumentos para melhorar a vida dos homens e fazer com que ele tenha mais poder sobre a natureza. O conhecimento é algo prático e quanto mais conhecimento tivermos mais poderosos seremos. A ciência tem que ser funcional e produzir efeitos na vida dos homens. Para ele os filósofos do passado fizeram uma filosofia de palavras e o que os homens precisam é uma filosofia de obras." 

Fonte: (http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=69)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Filósofos

Francis Bacon




"Nasceu em Londres, em 22 de janeiro de 1561, e morreu na mesma cidade em 9 de abril de 1626. Sua educação orientou-se para a vida política, na qual alcançou posições elevadas. Filho de Nicholas Bacon e Ann Cooke Bacon, a mãe de Francis Bacon falava cinco idiomas e foi considerada como uma das mulheres mais eruditas de sua época.
No reinado de Jaime I, Francis Bacon foi nomeado advogado geral em 1607, Procurador Geral da Coroa em 1613, Lorde Tabelião em 1617, e Lorde Chanceler em 1618. Além disso, recebeu o título de Barão de Verolme e de Visconde de Santo Albano. Perdeu o prestígio após ser condenado por corrupção: Bacon recebeu propina para julgar em favor de uma das partes do processo em 1621. Embora a punição fosse a prisão na Torre de Londres, ele não permaneceu preso muito tempo e pôde continuar seu trabalho filosófico, mas não mais o político."
"Bacon é considerado o pai do empirismo moderno por ter formulado os fundamentos dos métodos de análise e pesquisa da ciência moderna. Para ele a verdadeira ciência é a ciência das causas e seu método é conhecido como racionalista experimental."